Caju na Guiné-Bissau: do plantio à produção, espaçamento e rendimento por hectare

· ZARI AGRI
Na Guiné-Bissau, o caju é uma base da economia rural. Melhorar a produtividade começa na implantação do pomar, não apenas no número de árvores.
Terreno e cova
Escolha solo profundo e drenado. Em solo compactado, uma cova de cerca de 50–60 cm por lado é uma referência prática. Misture a camada superficial com matéria orgânica bem decomposta e plante no início das chuvas sem enterrar o colo.
Espaçamento
Um estudo recente encontrou média de cerca de 286 árvores/ha na Guiné-Bissau. Um arranjo de 6 × 6 m equivale a 278 árvores/ha e serve como referência inicial; 7 × 7 m dá 204 árvores/ha e 8 × 8 m, 156 árvores/ha. O vigor da variedade e a capacidade de poda devem decidir a densidade final.
Formação e poda
Nos primeiros anos, retire ramos muito baixos, cruzados ou quebrados e forme uma copa baixa e aberta. Árvores velhas e pouco produtivas podem exigir renovação gradual.
Entrada em produção
Mudas enxertadas tendem a produzir antes das plantas de semente. A primeira produção comercial aparece após os primeiros anos de estabelecimento e aumenta com o crescimento da copa.
Produção por hectare
FAO citou produtividade nacional de aproximadamente 433–442 kg de castanha/ha, e pesquisa recente encontrou média abaixo de 0,5 t/ha. Isso descreve o sistema atual e não um teto produtivo. Material selecionado, poda, sanidade e substituição de árvores improdutivas são os principais caminhos para subir o rendimento.
Problemas fitossanitários
Foram relatados cupins, brocas, gafanhotos, gomose, antracnose, seca de ramos e o “pó-fidalgo”, planta semiparasita que deve ser removida mecanicamente dos ramos afetados.
Antes de expandir para muitos hectares, teste uma parcela-piloto e registre mortalidade, vigor, produção por árvore e custo de poda.
Fontes
ZARI AGRI
Adapte sempre a densidade e a meta de rendimento ao clima, ao solo e ao mercado local.
ZARI