Agricultura e regiões produtoras
Milho e feijão dependem das chuvas. Vales irrigados produzem hortícolas, banana, fruta e cana; Fogo associa-se a café e vinha. Pecuária e pastagens apoiam as famílias. Uma boa chuva num vale não prova disponibilidade de água no arquipélago nem excedente permanente para exportação.
Transformação e valor acrescentado
A cana liga-se sobretudo ao grogue tradicional e a outras transformações locais. Torrefação, doces, queijos e pescado acrescentam atividade. Estas cadeias não devem ser confundidas com uma grande indústria açucareira integrada. A revisão não confirmou um acordo de produção de açúcar da COSUMAR nem hectares por ela explorados em Cabo Verde.
Florestas e ecoturismo
Os vales de Santo Antão, Serra Malagueta em Santiago e as paisagens vulcânicas do Fogo associam agricultura e caminhadas. As reservas de biosfera do Fogo e Maio apoiam conservação e comunidades. Matas de montanha e áreas plantadas não equivalem a extensas florestas tropicais húmidas. Água, erosão e incêndios são temas centrais.
Cidades, portos e mercados
Praia é a capital e grande mercado; Assomada liga o interior de Santiago. Mindelo é um centro portuário; Ribeira Grande e Porto Novo servem Santo Antão; São Filipe, Fogo. Sal e Boa Vista oferecem procura hoteleira, com necessidade de transporte interilhas e conservação bem planeados.
Produtos e oportunidades comerciais
Rega, reservatórios, medição da água, agregação hortícola, café, queijo de cabra e conservação alimentar oferecem possibilidades. Compras hoteleiras ajudam quando quantidade, qualidade e prazo são acordados. O cálculo deve incluir água e logística por quilograma vendável, não apenas preço na exploração.
Riscos e prioridades
Chuva irregular, erosão, custo laboral e migração afetam a produção. A RTC refere historicamente 1 034 hectares de cana em Santo Antão, sem ano de levantamento identificável. É contexto histórico, não área nacional atual nem propriedade empresarial. A quebra do milho mostra a volatilidade das campanhas.
Dados recentes e comparabilidade
A FAO estima preliminarmente cerca de 1 100 toneladas de milho em 2025. A Inforpress refere 1 074 e cerca de 4 900 em 2024; são níveis de arredondamento diferentes. O feijão refere-se à campanha 2025/26. Não existe nesta revisão uma área atual confirmada que possa ser atribuída à COSUMAR.
Produção, exportações, áreas e taxas de crescimento são indicadores distintos e não devem ser somados. Em ecrãs pequenos, desloque a tabela horizontalmente.
Fontes e referências
Os títulos das referências mantêm a língua original. A data de verificação não significa que todos os números correspondam ao mesmo ano.
- FAO GIEWS — Cabo Verde, 19 January 2026
- Inforpress — Preliminary agricultural assessment 2025/26, comparison with 2024
- RTC — Santo Antão sugarcane area (undated historical article; not a current land register)
- Ministério de Agricultura e Ambiente — Fogo and Maio biosphere reserves, 1 April 2025
- COSUMAR — Financial publications index; no verified Cabo Verde project or acreage established